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Dan Wieden: “Posso falir, mas não vendo”

Agência que dá a seus profissionais permissão para falhar jamais deixará de ser independente

03 de Outubro de 2012 20:03

Dan Wieden, sócio e fundador da Wieden+Kennedy
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Dan Wieden, sócio e fundador da Wieden+Kennedy Crédito: Gustavo Scatena

 Olhe para a sua agência, agora olhe para a Wieden+Kennedy. Agora volte a olhar para sua agência, e agora torne a olhar para a W+K. Infelizmente, ela não é a sua agência.

Assim como no famoso comercial de Old Spice, em que o ator de toalha mostra suas vantagens em relação aos maridos das consumidoras com a célebre frase “olhe para ele, agora olhe para mim”, parece haver uma grande diferença entre o que a Wieden+Kennedy pensa sobre o negócio da publicidade e sobre a criatividade em relação a outras agências do mercado pensam.

“Nós somos praticamente a única grande agência ainda independente. Não acreditamos em um modelo de agência com 120 escritórios ao redor do mundo, mas sim na micro-rede”, afirma Dan Wieden, sócio-fundador da Wieden+Kennedy, que completa 30 anos de mercado neste 2012. “Eu posso cair e até falir. Mas nós não vamos vender a agência. Não é uma questão de dinheiro. A nossa missão como empresa é criar um ambiente onde as pessoas possam vir e desenvolver o melhor do seu potencial”, avisa.

O modelo da W+K, diz Wieden, prevê que seus funcionários têm permissão para falhar. Não é o mundo perfeito, onde tudo funciona. A agência mais premiada no Festival de Cannes de 2012 é, afinal, feita de erros. “Nos desafiamos todos os dias a falhar mais do que já havíamos falhado antes”, Wieden.

Outra característica da agência é o nonsense de algumas campanhas, que se transforma em uma grande arma para comunicar as marcas dos clientes. Isso não ocorre por acaso. “A minha vida pessoal e a da agência podem ser resumidas em um conselho simples: ser estúpido todos os dias, porque há sempre algo que o fará mudar suas opiniões pré-concebidas”, afirma. “Todas as ideias grandes veem do vazio”, completa.

Com essas filosofias, a W+K saltou de um faturamento de US$ 1,2 milhão em 1982 para US$ 2,5 bilhões. E tudo isso, atuando em Portland, uma cidade longe do mainstream da publicidade norte-americana.

De lá para cá, trabalhou para clientes como Nike, que fundou a agência, Heineken, Coca-Cola e até com outros que tinham imagem mais conservadora, como P&G. “Quando começamos a conversar com eles, não sabíamos sequer se eles sabiam dançar”, brinca Wieden. E foi justamente para este cliente aparentemente alheio a inovações que a W+K mostrou toda sua força criativa com a campanha “The Man Your Man Could Smell Like”. Agora, olhe de novo para a sua agência. E olhe definitivamente para a W+K.

 
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"The Man Your Man Could Smell Like", da Wieden+Kennedy para Old Spice, da P&G