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Extra passa a vender alimentos pela web

Hipermercado relança site, Dicico prepara e-commerce e Riachuelo abre loja só para mulher. Essas são as novidades de três omniretails brasileiros contadas durante o primeiro painel do MaxiMídia desta quarta-feira 3

03 de Outubro de 2012 12:15

German Quiroga, da Nova Pontocom, anuncia relançamento do site do Extra
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German Quiroga, da Nova Pontocom, anuncia relançamento do site do Extra Crédito: Gustavo Scatena

 O Grupo Pão de Açúcar relança a operação de e-commerce dos hipermercados Extra ainda neste mês de outubro, quando passa a vender também alimentos pela internet. Anunciada na manhã desta quarta-feira 3 durante o primeiro painel do MaxiMídia, a novidade foi revelada por German Quiroga, da Nova Pontocom, conglomerado de negócios eletrônicos do maior varejista do País, composto também pelas marcas Ponto Frio e Casas Bahia. “Seremos a única bandeira com delivery de alimentos do País”, crava Quiroga, que prevê um faturamento da ordem de R$ 4 bilhões até o fim de 2012, proveniente das vendas de mais de cem milhões de produtos adquiridos por cerca de dois milhões de clientes do Extra na web.

A iniciativa implementada “por uma vida mais família” ganhará ações montadas para marcar a primeira inauguração de uma loja online do Brasil. Com ofertas a cada 15 minutos, o novo site do Extra será amplamente divulgado pela internet e os consumidores serão convidados a participar das promoções por meio de folhetos distribuídos nos 400 pontos-de-venda físicos da marca, entre outras iniciativas de comunicação. O movimento surge como uma das principais estratégias da empresa para surfar e não ser engolida pela onda de transformações que a tecnologia provocou no varejo em todo o mundo.

Dessa manobra radical, surge o omniretail, com formatos, canais, bandeiras, marcas, negócios, experiências e serviços moldados conforme as necessidades exigidas pelo consumidor. “A tecnologia permite que as marcas monitorem o comportamento do consumidor, se antecipando às suas demandas”, explica o moderador do debate, Marcos Gouvêa, da consultoria GS&MD, citando exemplos internacionais, como Amazon, Apple e Tesco.

Além da Nova Pontocom, outros dois modelos brasileiros foram posicionados na vanguarda do varejo global. Um deles foi a loja de material de construção Dicico, que em 2009 reconstruiu todo o seu negócio passando de “loja dos pobres” para a “loja que faz tudo por você”, conceito baseado num mix de preceitos norteados por preços acessíveis e promoções, bom atendimento, funcionários capacitados, variedade de produtos e ambientação. Prestes a chegar em Piracicaba, Vargem Grande Paulista e Leme, cidades localizadas em São Paulo, a marca estima um faturamento de R$ 900 milhões em 2012. “O plano agora é estruturar nossa operação de e-commerce”, antecipa Jorge Letra, executivo à frente da empresa fundada em 1918 e adquirida em 1999 pelos donos do extinto hipermercado Cândia.

O outro exemplo é a Riachuelo, marca operada pela Guararapes, que integrou toda a cadeia têxtil, do fio à administração de transações financeiras, para acompanhar as mudanças impostas nas atuais relações de compra e venda. Essa estrutura abre cada vez mais as suas portas para a mulher, força motriz entre os consumidores das classes emergentes. Para transformar a gata borralheira em princesa, a marca lança nesta sexta-feira 5 a sua primeira loja exclusivamente voltada para o público feminino, no shopping West Plaza, em São Paulo. “Esse formato deve representar 10% das nossas vendas nos próximos anos”, calcula o CEO da Riachuelo, Flávio Rocha, executivo que hoje comanda uma das maiores confecções brasileiras, composta por uma rede com 150 lojas espalhadas por todo o País.